Clonagem Reprodutiva – A Visão Islâmica Sobre a “Criação” de Uma Cópia Idêntica de Um Organismo [Ética 1.9]

A clonagem reprodutiva é a “criação” de uma cópia idêntica de um organismo, que poderia ser um animal, uma planta ou possivelmente até um ser humano. Essa técnica veio aos olhos do público em 1996, quando (após centenas de tentativas fracassadas) cientistas britânicos clonaram a ovelha “Dolly”. Dolly nasceu em 5 de julho de 1996 e teve três mães (uma forneceu o óvulo, outra o DNA e uma terceira levou o embrião clonado até o fim). No final de 2001, aos quatro anos de idade, Dolly desenvolveu artrite e começou a andar com dificuldade. Isso foi tratado com anti-inflamatórios. Em 14 de fevereiro de 2003, Dolly foi sacrificada (condenada à morte) porque tinha uma doença pulmonar progressiva e artrite grave. Uma raça Finn Dorset como Dolly tem uma expectativa de vida de cerca de 11 a 12 anos, mas Dolly viveu até os 6,5 anos. Um exame post-mortem mostrou que ela tinha um tipo de câncer de pulmão. Desde então, alguns grupos alegaram (sem provas, talvez buscando publicidade) que clonaram um humano!

A clonagem reprodutiva poderia (se alcançada) fornecer um “cenário de pesadelo” de exércitos de clones idênticos, sob o comando de um grupo maligno para controlar outros. Criar uma “raça superior” clonada mudaria a personalidade humana e removeria a identidade individual – felizmente, este cenário ainda permanece fictício. As pessoas clonadas não teriam os pais que normalmente fornecem identidade familiar e histórico. Isso por si só vai contra a ética islâmica devido à linhagem e herança indefinidas que não vêm de um casal.

As atitudes dos muçulmanos em relação à clonagem de animais variam. Alguns muçulmanos acreditam que Allāh nos deu conhecimento e, portanto, devemos usá-lo. No entanto, a maioria dos muçulmanos usaria os ensinamentos éticos para se opor ao uso da clonagem de animais porque isso interfere na criação de Allāh e pode ter consequências na alteração do ciclo natural da criação.

Definições:

Clonagem: o método científico pelo qual animais ou plantas podem ser criados e têm exatamente a mesma composição genética do original, porque o DNA do original é usado.

Clonagem reprodutiva: para fazer um animal totalmente idêntico, possivelmente um ser humano.

Célula-tronco: uma célula, geralmente retirada de um embrião de 4-5 dias de idade (blastocisto), cujo papel no corpo ainda não foi determinado.

Clonagem terapêutica: remover células de um paciente e tratá-las em um laboratório para produzir células-tronco que podem ser usadas para tratar distúrbios, como por exemplo Doença de Alzheimer.

É aqui que o DNA é retirado de um embrião e substituído por DNA retirado de outro indivíduo para gerar “células-tronco”. Às vezes, é conhecido como clonagem de células-tronco. O objetivo é pegar as células-tronco do embrião modificado e usá-las em pesquisas para encontrar tratamentos para uma série de doenças. De acordo com a lei, qualquer embrião usado dessa forma deve ser morto após 14 dias. Esta tecnologia, portanto, é eticamente questionável e inaceitável no Islām, uma vez que envolve a destruição de embriões fertilizados que são o início da vida [veja o texto sobre aborto: Ética 1.4].

Fonte: https://www.abukhadeejah.com/reproductive-cloning-islamic-views-on-creation-of-an-identical-copy-of-an-organism-ethics-1-9/

Escrito por: Abu Khadeejah.

Tradução: ‘Aishah bint Humberto Barletta

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