O Natal, A Imitação dos Descrentes e Preservar a Identidade Islâmica

Todos os louvores são devidos a Allāh, o Senhor da criação – e que Ele exalte o Mensageiro na mais alta companhia dos Anjos e conceda-lhe paz e segurança – da mesma forma para sua família, Companheiros e para os seguidores verdadeiros.

Uma Nota das Origens do Natal

Foi a Igreja Católica Romana quem primeiro espalhou o termo Natal entre outras denominações cristãs e não-cristãs. Então, onde é que a Igreja Católica obteve esta celebração? Não está no Antigo Testamento, uma vez que é anterior a chegada de Jesus, filho de Maria, que a paz esteja com ele, por várias centenas de anos. A verdade é que a prática em sua forma mais antiga começou mais de trezentos anos depois de Jesus, que a paz esteja com ele. O Natal não era praticado pelos discípulos de Cristo ou seus primeiros seguidores.

O festival era uma prática pagã introduzida na Religião Cristã pela Igreja Católica. A Enciclopédia Católica (edição de 1911) afirma:

“O Natal não estava entre os primeiros festivais da igreja. A primeira evidência da festa vem do Egito… Os costumes pagãos centralizados por volta do mês de janeiro acabaram no Natal.”

Na mesma Enciclopédia Católica sobre o título “O Dia de Natal”, o primeiro pai católico, Orígenes declarou:

“Nas Escrituras, não foi registrado que alguém manteve um festival ou tenha mantido um banquete no seu aniversário. Era apenas os pecadores que se regozijaram durante o dia em que eles nasceram neste mundo. Então, aniversários em geral não fazia parte da religião cristã.

A edição 1946 da Enciclopédia Britânica diz com relação ao Natal:

“Um festival que foi estabelecido em memória deste evento (o aniversário de Jesus) no quarto século. No quinto século, a Igreja Ocidental ordenou que isto foi celebrado para sempre no dia do antigo Festival Romano do aniversário do “Sol”, já que não existia conhecimento certo do dia do aniversário de Cristo.”

O “Sol” era o nome do deus sol na religião antiga romana. Uma fonte antiga que remonta de 354 D.C. afirma que os romanos realizaram um festival no dia 21 de dezembro chamado: “O aniversário do invencível”, que se refere a seu deus-sol. As marcas do solstício de inverno marcam o dia com as horas mais curtas de luz do dia e a noite mais longa do ano. O dia seguinte é o dia em que as horas de luz do sol começam a se estender mais uma vez, então este é um grande dia a ser celebrado.

Foi no dia 25 de dezembro que finalmente encontrou seu caminho para a religião cristã e é celebrado pelo mundo pelos cristãos, bem como por grupos de ignorantes muçulmanos e pessoas de muitas outras religiões.

Então pelos primeiros trezentos anos depois de Jesus, que a paz esteja com ele, a celebração não tinha conexão com o Cristianismo, então no quarto século isto foi instituído e no quinto foi ordenado pela Igreja Ocidental. Isto é similar com o que alguns muçulmanos tem feito introduzindo uma celebração para o aniversário do Profeta Muḥammad ﷺ. Estas práticas não tem base na escritura ou na revelação, ao contrário, estas são inovações recentes originadas dos festivais pagãos.

Uma vez que você entenda isso, você pode claramente ver que o Natal não tem nada a ver com Jesus, o filho de Maria ou a mensagem com a qual foi enviado. O Livro de Allāh e a Sunnah do Profeta Muḥammad ﷺ é muito clara sobre tais celebrações; eles não têm lugar na vida dos muçulmanos.

Os Muçulmanos Participam e Celebram os Festivais dos Descrentes?

Vamos começar dizendo que todo muçulmano e crente sabe que o Profeta Muḥammad ﷺ foi o Mensageiro de Allāh final enviado como uma misericórdia para toda a criação, um portador de boas novas para aqueles que adoram Allāh sozinho e um alertador para os idólatras, injustos e opositores dos Profetas.

O Profeta ﷺ seguiu os primeiros passos dos Mensageiros e Profetas, que a paz esteja com todos eles, antes dele. ‘Abdullāh ibn ‘Amr, raḍiAllāhu ‘anhu, narrou que o Profeta ﷺ disse:

“Não houve um Profeta antes de mim, exceto que era um dever sobre ele orientar as pessoas para o que quer que ele sabia de bondade para eles e alertá-los para o que quer que ele sabia que era ruim para eles. De fato, está sua nação, seu bem-estar está na sua primeira parte e sua última parte vai ser afligida com tribulações e coisas que vocês irão odiar.” [Na-Nasā’ī, nº 4191]

Através dele, Allāh aperfeiçoou a Religião e completou Seu favor e escolheu para a humanidade a Religião que Ele está satisfeito para eles.

ٱلْيَوْمَ يَئِسَ ٱلَّذِينَ كَفَرُوا۟ مِن دِينِكُمْ فَلَا تَخْشَوْهُمْ وَٱخْشَوْنِ

ٱلْيَوْمَ أَكْمَلْتُ لَكُمْ دِينَكُمْ وَأَتْمَمْتُ عَلَيْكُمْ نِعْمَتِى وَرَضِيتُ لَكُمُ ٱلْإِسْلَـٰمَ دِينًۭا

“Hoje, os que descreem desistiram de toda esperança da vossa religião, então não temam a eles, mas temam a Mim. Hoje, Eu completei vossa religião para vós e completei Minha graça para convosco e estou satisfeito com o Islām como religião para vós.” [al-Ma’idah (5): 3]

Esta Revelação que foi enviada para o Profeta Muḥammad ﷺ é protegida da perda e da corrupção. Então não importa se os indivíduos da comunidade islâmica se empenham em práticas desviadas, eles nunca serão capazes de alterar a verdadeira Mensagem do Islām. Ela permanecerá como uma fonte preservada para todos aqueles que buscam orientação. Allāh, O Altíssimo, disse:

إِنَّا نَحْنُ نَزَّلْنَا ٱلذِّكْرَ وَإِنَّا لَهُۥ لَحَـٰفِظُونَ

“Em verdade, Nós fizemos descer o Alcorão e por certo, Nós o guardaremos (da corrupção).” [Al-Hijr (15): 9]

As inovações e adições na crença, fala e prática do Islām são rejeitadas, assim como o Profeta ﷺ disse:

“Aquele que faz uma ação que não está baseada nesta sua Religião terá isto rejeitado.” [Muslim]

Imitação dos Descrentes

É proibido imitar os descrentes e participar nos seus festivais anuais e celebrações. Anas bin Mālik, raḍiAllāhu ‘anhu, disse que quando o Profeta ﷺ migrou para Madinah, ele viu o povo celebrando dois dias anualmente (elas eram as celebrações Persas que eram populares neste período, Nayrūz e Muhrajān). Então o Profeta ﷺ perguntou: “O que são esses dois dias?” Eles o informaram que esses eram dias de celebração do tempo da jāhiliyyah (antes do Islām). Então ele ﷺ disse a eles:

“Em verdade Allāh substituiu esses dias com os dias que são melhores que eles: o Dia de Adhā e o dia de Fitr.” [Abu Dawūd, nº 1134]

Então, o Islām não permite praticas inovadas emprestadas de outras religiões, porque o Islām é a maneira completa de vida que lida com todo aspecto da Religião e prática. E Allāh não aceita o seguimento de outras religiões:

“E aquele que busca uma religião outra além do Islām, isto nunca será aceito dele e na Próxima Vida, ele será um dos perdedores.” [Āli ‘Imrān (3): 85]

Então, qualquer prática ou celebração que não é provado pelo Qur.ān e pela Sunnah não será aceito por Allāh, não importa o quanto que a pessoa busca justificar isto.

Alguns muçulmanos ignorantes afirmam que eles celebram estes festivais como uma parte da sua integração na cultura do país que residem e sua cultura – mais a afirmação deles é rejeitada, porque o Islām tem a sua própria identidade única e a Sharī’ah que é explicada pelo Qur.ān e pela Sunnah.

E aquele que se opõe a Sunnah, que é o Caminho do Profeta ﷺ, é ameaçado com a punição:

إِنَّ ٱللَّهَ لَا يَغْفِرُ أَن يُشْرَكَ بِهِۦ وَيَغْفِرُ مَا دُونَ ذَٰلِكَ لِمَن يَشَآءُ ۚ وَمَن يُشْرِكْ بِٱللَّهِ فَقَدْ ضَلَّ ضَلَـٰلًۢا بَعِيدًا

“Aquele que contradiz e se opõe ao Mensageiro depois da orientação ter sido feita clara para ele e então segue outro caminho além do caminho dos crentes, Nós vamos, em verdade, deixa-lo no caminho que ele escolheu e queimá-lo no Inferno – e que vil destino!” [An-Nisa (4): 115]

Portanto, a integração em qualquer sociedade nunca deve envolver um muçulmano contradizendo os comandos do Mensageiro ﷺ, nem sua orientação.

E quando um muçulmano busca se assemelhar aos descrentes em tais questões, isso mostra que ele não é confidente sobre sua própria identidade religiosa e busca o favor e aprovação dos descrentes que são por si próprios desorientados e desprovidos de conhecimento. Então nossos filhos são seduzidos por essas práticas que os levam para longe da Religião e para a desorientação. E o Profeta ﷺ disse:

“Aquele que se assemelha a um povo é um deles.” [Abu Dawūd, nº 4031]

Quanto mais a pessoa se assemelha a um grupo de pessoas, mais ele é contado como um deles. O Profeta ﷺ disse:

“‘Certamente vocês seguirão os caminhos daqueles que vieram antes, palmo por palmo, comprimento por comprimento, tal que se um deles entrassem em um buraco de lagarto, vocês também entrariam nele.’ Eles perguntaram ao Profeta ﷺ: ‘Você quer dizer os Judeus e os Cristãos?’ Ele ﷺ respondeu: ‘Quem mais?’” [Bukhārī e Muslim]

Esta narração lustra perfeitamente o estado daqueles que seguem a multidão em sua celebração do Natal, porque isso envolve segui-los cegamente, sem pensar ou respeitar as leis do Islām. Eles imitam sem pensar que estão buscando os prazeres mundanos de curto prazo.

É obrigatório para um muçulmano evitar o local das reuniões de adoração dos não-muçulmanos e onde eles mantêm as massas. ‘Abdullāh ibn ‘Amr, raḍiAllāhu ‘anhu, disse:

“Aquele que se estabelece na terra dos não-muçulmanos, então ele celebra seus festivais de Nayrūz e Mihrajān (ou qualquer outro festival), ele os imita e então ele morre enquanto que nesse estado, ele será reunido com eles no Dia da Ressurreição.” [Sunan Al-Kubrā de Al-Bayhaqī 9/234, Ibn Taymmiyah disse que esta cadeia de transmissão é autêntica em Iqtidā As-Sirāt al-Musraqīm, 1/457]

Similarmente, ‘Umar ibn Al-Khaṭṭāb, raḍiAllāhu ‘anhu, disse:

“Não visitem os Mushriks na igreja deles nesses dias nas celebrações deles, porque nessas datas é quando a raiva de Allāh desce sobre eles.” [Sunan Al-Kubrā, 9/234, Abdur-Razzāq em Al-Musannaf, nº 1609. Ibn Taymmiyah disse que esta cadeia de transmissão é autêntica em Iqtidā As-Sirāt al-Musraqīm, 1/455]

Ibn Taymiyyah, raḍiAllāhu ‘anhu, depois da sua citação de várias narrações sobre este assunto, disse:

“Então se a raiva de Allāh desce sobre eles no dia dos seus festivais devido a prática deles, então aquele que se junta a eles nas suas práticas ou em algumas das suas práticas, então ele também não está sujeito à mesma punição?” [Al-Iqtidā 1/458]

Ele então passa a explicar que os textos provam que quanto maior a participação nas celebrações religiosas dos não-muçulmanos mais ele se expõe para a raiva de Allāh.

Traduzido por: ‘Aishah bint Humberto Barletta

Texto original: https://www.abukhadeejah.com/christmas-celebrations-imitating-the-unbelievers-preserving-islamic-identity/?fbclid=IwAR2QPq9nIw9o0eVZbymoPnLV_9viW2j6qiATylgZn9J4s-6m9td7FRd_Vo

Escrito por: Abu Khadeejah ‘Abul-Wāhid Alam

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